Nutrição de aves

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Mensagem por UNIVERSO DOS CANÁRIOS em Dom 07 Jul 2013, 09:41

Nutrição de aves
Por Mark Hagen e Rolf C. Hagen, Inc
Hagen Avicultural Research Institute

A nutrição ideal pode ser alcançada com diferentes dietas. Contudo, não é fácil e a compreensão de alguns princípios básicos dos prós e contras de cada alimento no que diz respeito a vitaminas, minerais, proteínas, gordura e outros. É importante quando se pretende fazer uma mistura de alimentos.

Os animais e aves selvagens aprendem com os seus progenitores a combinação correta de alimentos, muitas vezes bastante restritos e pouco diversificados, que satisfazem as suas necessidades de vôo, crescimento, reprodução e vida.
Estes alimentos selvagens foram selecionados pelos animais o longo de milhares de anos de evolução natural.

Em cativeiro estes animais estão sob condições diferentes e alimentam-se de diferentes matérias daquelas a que estão, instintivamente, habituados, contudo, esperamos que aprendam imediatamente a selecionar a melhor combinação. Mas não é necessariamente melhor alimentar as aves com o que comeriam em liberdade quando estão em cativeiro. Muitas plantas selvagens contêm elementos vegetais secundários e baixos níveis de variados nutrientes essenciais. Por exemplo, o fornecimento de argilas ricas em materiais neutralizantes como as existentes nos depósitos de argilas no Peru, não é necessário para as araras em cativeiro, que consomem alimentos produzidos para consumo humano. Alguns criadores têm a idéia romântica de que as dietas em cativeiro que sejam complicadas, trabalhosas e que usem ingredientes caros, serão as mais nutritivas. Contudo, é possível fornecer alimentos fáceis de preparar e a custo eficiente sem com isso comprometer os níveis essenciais de nutrientes.

Em vez de discutir e explicar cada um dos nutrientes essenciais como as vitaminas, minerais, etc., e qual o seu papel fisiológico nas aves, prefiro discutir como fazer com que esses nutrientes sejam consumidos por estas em níveis corretos e ótimos.
As sementes eram, e são, quase sempre servidas como dieta base para aves em cativeiro. Algumas até criam com esta alimentação.
Todavia, a nutrição ótima raramente é atingida com este método e as aves produzem posturas incompletas, ou não vivem tanto como poderiam.

A moda na América é fornecer legumes, massas e dietas formuladas aos papagaios e reduzir significativamente, se não totalmente, as sementes oleosas na sua dieta. Existem pelo menos 12 companhias distintas que comercializam dietas formuladas e calculo que pelo menos metade dos papagaios reprodutores seja mantida com estas formulas e não com sementes.

As sementes podem ser suficientes quando devidamente suplementadas e fornecidas em quantidades tais que obriguem a ave a comer os vegetais e outros alimentos suplementares. As frutas e a maioria dos vegetais são bons portadores de vitaminas hidrossolúveis e, como tal, um bom suplemento vitamínico-mineral para a dieta das aves como adição a uma base de sementes. Em si mesmos não contribuem muito para a dieta, pois contem elevados níveis de água, alguma fibra e algumas vitaminas e minerais, no caso dos vegetais de folha escura. Pessoalmente não gosto deles devido à higiene, trabalho e custo envolvido na sua preparação e limpeza dos restos não consumidos.

O mais dramático com as dietas de sementes não é o seu déficit em alguns nutrientes, que pode ser corrigido com suplementos, mas sim o excesso de gordura que não pode ser removido depois de consumido. Os níveis de gordura nas variedades de semente mais freqüentemente consumidas são tão altos que estas sementes são chamadas de oleogaminosas.


Embora o cártamo seja uma semente menor e menos apetecível que o girassol, o seu conteúdo de gordura é, na verdade, mais elevado. As aves podem não gostar do gosto amargo da cártamo e como resultado acaba, por consumir outras sementes quando mantidas com uma mistura rica em cártamo. Uma ingestão elevada de gordura produz fezes pequenas e baixo consumo de água, uma vez que a água é produzida metabolicamente no metabolismo das gorduras. Dietas preparadas resultam em fezes maiores, especialmente com dietas baseadas em granulados pobres em gorduras, que promovem o consumo de água. O equilíbrio correto do total de calorias em relação à necessidade de energia e crescimento da ave é de grande importância.

Ambientes frios, gaiolas maiores, viveiros e atividade reprodutiva requerem mais energia.

A vida sedentária da maioria das aves de gaiola, aliada a um fornecimento constante de comida, conduz, inevitavelmente, a uma sobre-alimentação. Isto, juntamente com o consumo preferencial de sementes oleosas, nozes e outros alimentos ricos em gordura, limita o consumo de outros alimentos nutritivamente melhores, nos quais se incluem os granulados.

Alguns níveis elevados de gordura não devem ser considerados totalmente prejudiciais. Mesmo 8 a 12 por cento da gordura nos granulados, continua a ser um quinto dos níveis encontrados nas sementes oleosas.

Germinar as sementes pode reduzir o teor de gorduras e acrescentar algumas vitaminas. O problema com a germinação é o risco de contaminação por fungos tal como cândida sp. E o tempo e espaço necessário à sua preparação.

A densidade calórica da dieta é importante uma vez que é o fator determinante da quantidade de alimento que a ave irá consumir. Assim, o nível de energia influencia a quantidade de vitaminas, minerais e proteína que a ave consumirá diariamente da sua ingestão de alimento.

O baixo teor energético dos granulados faz com que mais alimento tenha de ser consumido para satisfazer as necessidades de manutenção da ave, de fato, o dobro do consumido com dietas de sementes de alto valor calórico.
A gordura tem mais do dobro da energia por grama que a proteína ou os hidratos de carbono, e isto justifica as diferença de energia. O custo de alimentação de uma ave não é baseado no preço por Kg de alimento, mas sim no preço por Kcal de energia digestível.

Os alimentos extrusados têm a capacidade de incorporar de um modo mais eficiente os teores de gordura. Digestibilidade elevada e valores energéticos mais elevados são a moda na produção de uma dieta econômica com excelentes resultados de manutenção da saúde das aves.

Os granulados são produzidos acrescentando um pouco de vapor e muita pressão a uma mistura base seca, e depois a pressionando para fora de um contentor metálico por orifício de várias dimensões. Este processo é normalmente mais usado pela agricultura e pecuária na produção de alimentos para gado e aves a baixo custo.

O processo de extrusão usa a cozedura dos alimentos com maiores teores de umidade e é normalmente usado na alimentação humana e de animais de companhia. Atingem-se temperaturas de processamento mais elevadas, embora por períodos de tempo muito curtos, mas o suficiente para destruir agentes patogênicos (que podem existir nas matérias primas em cru), degradar o amido, aumentando a sua digestibilidade, e incorporar um maior número de ingredientes na formulação do granulado produzido.

Não existem dúvidas de que os alimentos extrusados são mais palatáveis que a mesma fórmula em forma de granulado. Além disso, os granulados têm a tendência a produzir um pó fino quando "trincados" pelas aves, o que causa desperdício. Os extrusados partem-se em porções ainda ingestíveis pelas aves e não em poeira.
A qualidade da proteína, ou seja, o equilíbrio e digestibilidade dos seus aminoácidos constituintes, é tão importante como o nível total de proteína na dieta. Quanto mais variado for o número de grãos, legumes, nozes e outras fontes de proteína, melhor será o equilíbrio final dos aminoácidos. Portanto, além das vantagens óbvias de palatabilidade na mistura de ingredientes, também se verificam melhorias ao nível da qualidade da proteína.

Os diferentes perfis de aminoácidos das diversas fontes protéicas complementam-se entre si, resultando numa proteína final de elevado valor digestivo e biológico.

Investigação na Universidade de Davis, conclui que as necessidades no aminoácido lisina em caturras (Nymphicus hollandicus) é de 0,8% e a necessidade total de proteína de 20% da matéria seca total da dieta. Isto é muito semelhante aos valores para frangos de engorda, que podem ser usados como valor de referência para estimar as necessidades dos psitacídeos em crescimento.

Quando comparamos estas necessidades em aminoácidos com os níveis encontrados nas sementes oleosas, constatamos que todas elas são pobres em lisina e metionina/cistina.

A proteína nos tecidos das penas contém elevados teores de cistina, como tal, durante o período de formação ou muda das penas, as necessidades neste elemento aumentam.

Aves mantidas com uma dieta única de sementes desenvolvem uma pobre plumagem e este fato poderá ser uma das explicações. Ao suplementar as dietas com lisina e metionina, que as aves podem converter em cistina estamos a ajudar à formação de uma melhor plumagem.
Este exemplo demonstra a importância de suplementar os valores dos nutrientes verdadeiramente limitantes (deficientes) numa dieta em vez de se acrescentar um pouco de cada nutriente conhecido, muitos dos quais existirão já em quantidades suficientes numa dieta base variada.

Muitas pessoas olham as dietas granuladas como monótonas "como poderia uma ave viver com um único alimento". Contudo, algumas dietas granuladas contém uma maior variedade de nutrientes e fontes protéicas que o que algumas aves encontram em dietas de sementes.

Se Expressa alguma preocupação acerca das aves receberem demasiada proteína e, como tal, sobrecarregando os órgãos excretores de nitrogênio (uréia) um produto secundário do metabolismo protéico.
Recorde-se que a proteína total consumida está dependente da densidade energética da dieta temos, portanto de dividir a proteína pelas calorias para se poderem comparar significativamente as dietas.
Esta área da relação proteina/energia ótima ainda necessita de muito trabalho e investigação. Poderá ser possível fornecer níveis relativamente mais baixos de proteína durante grande parte do ano. A disponibilidade de proteínas estimula, muito possivelmente, as aves selvagens a procriar, todavia ao darmos níveis demasiado elevados de proteína durante todo o ano às aves em cativeiro poderemos não conseguir o mesmo estímulo.

Tais alterações específicas no nível de nutrientes apenas podem ser conseguidas com dietas formuladas com as quais a ave tem poucas hipóteses de selecionar outras fontes alimentares de diferente valor.

Como já foi referido, o alto valor calórico das sementes oleosas limita o seu consumo e reduz assim a quantidade de aminoácidos disponíveis para o crescimento de novas penas, músculos, etc. Assim, embora as sementes oleosas em si tenham uma maior quantidade percentual de proteína (%), as aves não recebem proteína suficiente, o que explica o pobre crescimento das penas em aves mantidas com dietas de sementes oleosas.
Em contrapartida as aves a consumir dietas granuladas poderão processar demasiada proteína como um produto secundário de terem de consumir mais alimento para satisfazer as suas necessidades de energia. O sistema NRC americano usa o conceito de expressar os níveis dos nutrientes necessários baseado em determinados valores energéticos da dieta, para todas as publicações sobre necessidades nutricionais de animais.

Os níveis de fibra nas sementes são muito mais baixos dos que são expressos nas análises nutricionais dos lotes de sementes. Como as aves descascam as sementes, estas cascas de alto teor de fibras não são consumidas, mas são indicadas nos valores de análise.
Isto resulta numa subestimação da proteína e gordura e sobre-estimação do rendimento em fibra, fazendo estas indicações perfeitamente inúteis.

A seleção das sementes ricas em calorias e rejeição das que têm menor teor de gordura (o que equilibraria a gordura) resulta em má nutrição e obesidade. As dietas formuladas de granulados combinam e equilibram a fibra com outros nutrientes, de modo que as aves não podem selecionar as sementes oleosas.

A sujidade causada pelas cascas em redor das gaiolas, um dos aspectos negativos das aves, acaba por ser eliminado com o uso de granulados.

Os níveis ótimos de vitaminas são difíceis de determinar e podem facilmente passar despercebidos na ave.
Déficits de algumas vitaminas podem resultar em pobre reprodução. A resistência às doenças e a saúde geral são difíceis de quantificar. Qual a quantidade extra de vitaminas A, E ou C que deverá ser adicionada a uma dieta base até que o seu custo seja desperdiçado ou a ave receba demasiado?

Um dos modos de contornar esta questão é o uso de vitaminas em formas quimicamente mais seguras. Pré-vitamina A, ou beta-caroteno, é um exemplo, que as aves podem converter e vitamina A conforme as suas necessidades. A vitamina C pode ser necessária em períodos de stress ou para as crias, mas é uma vitamina muito frágil e instável que rapidamente de degrada nos alimentos.
O uso de forma estabilizadas ou quelatadas assegura que os níveis de vitaminas presentes no alimento serão na verdade usados pelas aves.

Uma companhia avisou os seus clientes de um suplemento de vitamina E, para retirarem este da dieta de catatuas macho uma vez iniciada a época reprodutiva, uma vez que relacionaram um excesso de vitamina E com a agressividade dos machos. Não ter vitamina E suficiente leva a infertilidade, mas o uso de demasiada vitamina E não conduz necessariamente problemas de agressividade e a que as aves se tornem agressivas com os seus parceiros! O uso de vitamina E em excesso em relação às necessidades da ave ajuda a atuar como um antioxidante nas dietas granuladas, protegendo as gorduras da rancificação e outras vitaminas de serem degradadas.

Um excesso de vitamina D3 tem causado mais problema nas dietas formuladas e tentativas de suplementar dietas pobres que qualquer outra vitamina. Contudo, isto pode ser mais devido ao fato de que o resultado: calcificação excessiva de órgãos como os rins pode facilmente ser comprovada por uma exame histopatológico.
Foi formado pelos EUA um Comitê de Nutrição Avícola, apoiado na Asociation os Avian Veterinaries (N.T.: Associação dos Veterinários Avícolas), para investigar a formação de algumas linhas base sobre as necessidades das aves em dietas de manutenção.
Tive a honra de participar neste processo do qual uma das mais importantes indicações foi de que o nível de vitamina D3 na dieta de um papagaio nunca deveriam ser superiores a 2.000 UI/Kg (Energia bruta 3200-4200 kcal/kg).
Não existe razão para que vejamos crias de arara morrer com um doloroso excesso de vitamina D3, embora alguns interesses comerciais privados possam não querer esta divulgação livre de dados de pesquisa.(ver Feed Management, Watt Pub, Feb. 1998, Vol. 49 #2)

Um dos problemas freqüentes nas aves com dieta de sementes secas são ovos pouco calcificados e ovos "presos", ossos fracos e problemas de tiróide e contração muscular. Todos estes estão ligados à falta de minerais na dieta de sementes. A produção de um suplemento para estas dietas que contenha um pouco de cada nutriente é ignorar o fato de que alguns deste elementos podem já existir em quantidade suficiente nas sementes. Potássio e ferro são dois elementos minerais que existem em boa quantidade nas sementes. Demasiada suplementação de ferro causa problemas de fígado em alguns tipos de tucanos, mainás e insetívoros. Uma atenção à análise mais cuidada de cada um dos minerais e a sua deficiência é necessária para se preparar um suplemento adequado.

Parece que o nível de fósforo na maioria das sementes oleosas é suficiente. Parte desse fósforo está indisponível para as aves por estar ligado ao ácido pítico. A relação de fósforo e cálcio tem de estar numa razão de cerca de 1:2, isso significa o dobro da quantidade de cálcio do que de fósforo. A maioria dos suplementos minerais contém esta relação, mas, quando combinada com a dieta base de sementes rica em fósforo e pobre em cálcio, não resulta na absorção perfeita. Os níveis de cálcio nas sementes oleosa são tão baixos que os papagaios africanos, depois de uns curtos anos com estas dietas, podem desenvolver problemas de tétano muscular e outros. Estas aves necessitam de uma suplementação de cálcio de emergência, visto terem dificuldades na utilização do cálcio ósseo. Infelizmente, o excesso de cálcio e a vitamina com ele relacionado, D3, tornaram-se um problema quando os criadores começaram a suplementar em demasia as dietas. Nas crias em rápido crescimento o cálcio é depositado em tecidos moles, como nos rins. Resulta assim na falha destes órgãos demonstrando que dietas caseiras podem ser perigosas. As dietas formuladas que pressupõem níveis controlados de nutrientes são mais seguras, sobretudo para criadores mais inexperientes.

A psitacose (ou ornitose) ainda constitui um problema para algumas espécies, mas pode ser eliminada com o uso de uma ração medicada. Esta zoonose pode ser encontrada em portadores sub-clínicos como as caturras. Uma loja em New Jersey foi processada por um cliente que adoeceu devido a uma ave que ali comprara. Ao abrigo da legislação o cliente pode alegar que a loja lhe vendera um produto defeituoso que lhe havia causado problemas de saúde. A companhia de seguros da loja conseguiu um acordo no valor de $400.000 USD

Na HARI eliminamos todos os portadores de Chlyamidia, que causa psitacose, usando uma dieta granulada com um premix de 1% cloro tetraciclina adicionado à fórmula por 60 dias. Outras alterações a esta fórmula têm de ser realizadas, como um teor mais elevado de agentes antifungos (propionato de Cálcio) e níveis de cálcio mais elevados. O meu ponto de vista é que estas dietas são o melhor modo para eliminarmos estas doenças dos nosso aviários. O uso de medicação a água de bebida nem sempre é eficaz no tratamento de portadores.

É certo que estamos ainda numa fase inicial da compreensão dos aspectos nutricionais e comportamentais das aves em cativeiro. Mas apenas poderemos aprender mais sobre as necessidades de proteína, gordura, minerais e vitaminas, se conhecermos os valores da dieta que usamos atualmente e o que as aves aproveitam dela. Isto é praticamente impossível de determinar quando as aves podem optar entre diversos alimentos e métodos de alimentação.
Todo o alimento desperdiçado teria de ser rapidamente recolhido e analisado para ser subtraído ao valor inicial do alimento fornecido. A diferença será o que a ave ingeriu. Em 1980, quando trabalhava na minha tese, tentei este método e nunca consegui chegar a valores confiáveis, havia simplesmente demasiado desperdício. Consegui, contudo, instalar um único comedouro, fornecer girassol descascado, e recolher o desperdício causado pelas aves, neste caso a cacatua de Goffin. A Energia metabolizável do girassol nestas aves era de 6.201 + 282 kcal/kg quando determinada para um caso ad libitum do efetivo total, e 6.094 + 86 kcal/kg, quando determinada para todo o efetivo.
A média do metabolismo diário da existência para estas aves em condições de gaiola foi de 48 kcal/dia/ave ou 185 kcl/dia/kg de ave. Isto é cerca de 2,2 vezes a taxa de metabolismo basal (N.T. referente à necessidade alimentar para manutenção do peso vivo inalterado) prevista pelas fórmulas. Conhecendo as necessidades específicas de uma ave e o seu valor energético garantimos que a quantidade suficiente de nutrientes é adicionada ou suplementada a essa porção de alimento.
Existem diversos métodos para adaptar as aves de uma dieta de sementes para granulados. Diminuir gradualmente a quantidade de sementes/granulado causa um certa confusão, pois as aves acabam por selecionar as sementes preferidas desperdiçando o granulado. Achamos ser preferível usar mais comedouros e fazer com que o que contém as sementes sejam consumido inteiramente num dia deixando o de granulado bem cheio.

Adicionar água morna e misturando com o granulado num comedouro de sementes, também ajuda à adaptação. O alimento úmido é mais apetecível para a maioria das aves, mas estraga-se rapidamente e deves ser trocado com freqüência.
Muda-se lentamente para a forma seca de granulado. Esta questão raramente surge nos animais criador à mão, pois são alimentados desde jovens com granulados. Isto é mais fácil que o uso de sementes suplementadas com papas na altura da separação das crias. Se as necessidades de crescimento e formação de plumagem são atendidas, então poderemos dizer que a fórmula estará completa. Assim, com dezenas de milhares de papagaios a serem criados com estes alimentos podemos preocupar-nos menos com as necessidades precisas mínimas para cada nutriente ou espécie de ave.

Alguns dos ingredientes usados nas dietas granuladas têm sido questionados ultimamente. Enquanto a soja é uma excelente fonte de proteínas, em cru esta contém fatores antinutricionais que interferem na utilização da proteína. Estes são destruídos e inativados durante o processamento. A ciência não dispõe de todas as respostas, mas força-nos a olhar para as questões de uma maneira estruturada (o método científico) que permite que se atinjam algumas conclusões.

Demasiadas vezes os criadores alteram algo no seu método normal e relacionam sucessos ou fracassos com essa alteração. Existem muitas e diversas variáveis que podem influenciar estas situações; doenças sub-clinicas (não diagnosticadas), experiência, stress e outros. Para que se possa julgar mais corretamente um novo suplemento ou alimento é importante minimizar estes fatores. Um modo mais correto de julgar um produto ou ingrediente é apenas o fornecer a metade dos casais de um espécie, mantendo a outra metade como controle para comparação.
Mantenha uma mentalidade aberta e questione-se sempre "se há um método melhor".


Mark Hagen, M.Ag. Diretor de Pesquisas
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