CANARIO DE MOÇAMBIQUE - SERINUS MOZAMBICUS

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Botão em Curso CANARIO DE MOÇAMBIQUE - SERINUS MOZAMBICUS

Mensagem por MARTÍN em Seg 13 Jan 2014, 22:55

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Os canários de Moçambique são nativos e bastante comuns na África subsariana. Encontram-se na maior parte dos países abaixo do extremo
norte a 17˚ latitude, que inclui a Mauritânia, Guiné, Libéria, Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso, Ghana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões,
Chad, República Central Africana, Sudão, Eritreia, Etiópia, Congo, Zaire, Uganda, Quénia, Ruanda, Burundi, Tanzânia, Angola, Zâmbia,
Malawi, Moçambique, Zimbabwe, e Botswana. Pelo contrário, estão totalmente afastados das regiões áridas de África e das florestas
tropicais da Bacia do Congo.
Aves de gaiola bastante populares, os canários de Moçambique, têm sido libertados perto de aldeamentos humanos por todo o globo, estabelecendo colónias onde as condições o permitem. Aves introduzidas têm colonizado zonas do Hawai, Porto Rico, São Tomé, Ilhas Mafia , Maurícias, entre outros países.


Habitat

Os serinus mozambicus preferem terrenos abertos e pastagens abaixo dos 2300 m de altitude, mas também podem ser encontrados nas costas
marítimas, mangais e dunas. São raramente encontrados em florestas tropicais e regiões áridas. Abundam nos terrenos cultivados onde tiram
partido de uma enorme variedade de sementes, assim com gramíneas.

Descrição

A distinção entre machos e fêmeas não é muito fácil, já que a única diferença um pouco mais visível é o bico do macho, que é um pouco maior e mais vermelho do que o da fêmea. Além disso, a auréola à volta dos olhos também é mais acentuada nos machos. Mas o meio mais eficaz de
diferenciar os dois sexos seja o canto, pois os machos são os únicos que cantam, de uma forma suave e melodiosa. Pode atingir um tamanho de 13 a 14 centímetros, aproximadamente.

Variantes

As variações conhecidas do pardal de Java, além da cor-padrão cinzenta ou clássica, são a branca, tons pastéis, amarelo-claros e malhadas.

Descrição física

O canário de Moçambique, embora mais pequeno não pode ser confundido com o seu parente, Serinus flaviventris que é maior em tamanho e tem as mesmas cores.
São aves de um tom amarelo vivo e medem aproximadamente 12 cm. Os machos adultos possuem a face amarelo-dourado, bem como peito, flanco e cauda. Eles têm riscas castanhas e uma listra ocular que se prolonga até ao bico, ambos cercados pelas características amarelo-dourado. As costas, pescoço e coroa são castanho-amarelado e verde-oliva. O serinus mozambicus tem algumas riscas escuras (melaninas)
nas costas, de um tom castanho-escuro nas penas primárias e secundárias. O uropígio nesta espécie é amarelo, enquanto que no canário
de Moçambique gigante, o amarelo é acinzentado. As fêmeas são semelhantes à plumagem dos machos. Distinguem-se por um anel de penas
castanhas na passagem da garganta, semelhante a um colar de pérolas. Elas geralmente são ligeiramente mais “acastanhadas” e pálidas, com
olhos mais claros e listras mais pequenas. Os juvenis são semelhantes aos do sexo feminino. Os juvenis do sexo masculino ganham as suas marcasoculares por volta dos 6 meses de idade.

Já foram identificadas onze subespécies de Serinus, cada qual com variações subtis na plumagem, tamanho, comprimento da asa, e outras medidas corporais. No Sul Africano, as aves apresentam variações de cor, com um gradiente de indivíduos medíocres a oeste, e a leste as aves denotam um tom mais brilhante na plumagem amarela.


Reprodução

A dificuldade de criar esta espécie em cativeiro é média e requer já alguma prática com outras espécies.
Os casais podem criar uma a três ninhadas por ano, dependendo da quantidade de alimento disponível e clima.
Os canários são socialmente monogâmicos. Um par tipicamente defende seu território de outros membros da espécie, embora em várias ocasiões, vários casais podem nidificar na mesma árvore. No início da época de reprodução, casais perseguem-se mutuamente, durante o voo (sendo este mais lento), ou então nos galhos das árvores. Os machos alimentam as companheiras durante toda a época de reprodução.
Ambos os pássaros recolhem fibras vegetais (gramíneas principalmente fino) e outros materiais adequados com o qual a fêmea constrói um pequeno copo em forma de ninho. Os ninhos são construídos 1-6 metros acima do solo em ramos bifurcados, ramos, ou outras estruturas de apoio, geralmente protegidos sob a folhagem densa, longe do alcance de potenciais predadores.

As espécies Serinus reproduzem-se durante a estação chuvosa, quando há alimento em abundância para as pequenas crias. Devido à enorme variedade de espécies, o calendário deste período varia dependendo de padrões climáticos. A fêmea põe entre dois e cinco ovos (geralmente 3), um por dia até que a postura esteja finalmente completa. A incubação estende-se por 13 dias e (pelo menos para as aves em cativeiro), tipicamente começa após o último ou penúltimo ovo colocado. Durante este período, o macho alimenta a companheira regularmente, cantando nas proximidades como aviso para outros.
Inicialmente, após a eclosão, os jovens necessitam da atenção constante da progenitora Como a fêmea tem de deixar o ninho por períodos mais longos, o macho partilha os cuidados da prole. Os jovens emplumam por volta dos 18 dias. A família acompanha os filhotes, alimentando-os como uma unidade, muito para além do momento em que os jovens são totalmente independentes, que acontece por volta das 6 semanas.


Comportamento

Fora da época de acasalamento, vive em pequenos bandos. Durante a época reprodutiva, os casais ocupam territórios próprios, que defendem com firmeza e nos quais os machos fazem ouvir quase continuamente o seu canto agudo e melodioso. Durante a fase de adaptação ao cativeiro, é necessário mantê-lo num ambiente aquecido. Depois, pode até ser colocado num viveiro exterior, no Verão, Reproduz-se sem problemas num viveiro interior, fazendo o ninho num típico ninho de canários.

Os serinus mozambicus podem ser observados isoladamente ou em pequenos grupos. No entanto, já foram identificados bandos de mais de 100 aves, juntando-se normalmente com tentilhões e outras aves, formando enormes bandos mistos. Embora seja geralmente considerada uma espécie residente, o canário de Moçambique pode migrar curtas distâncias para ficar perto das melhores fontes de alimento, evitando más condições atmosféricas.


Hábitos Alimentares

Alimenta-se de sementes, deve-se dar uma mistura de canários misturada com a exóticos.
Não esquecer o osso de choco ou outra fonte de cálcio, comedouro com grite e verduras (importante).
Na época de criação dar papa de ovo e algumas larvas da farinha ou vermes búfalo, os canários alimentam-se principalmente de sementes e insectos. Sementes de sorgo e milho alvo, são descascadas e consumidas facilmente, a maior parte obtida de campos cultivados. Para alcançar as sementes ainda ligadas à ponta de plantas, as aves podem aterrar no caule médio, subindo até ao caminho das sementes. Pulgões, gafanhotos e outros insectos são especialmente importantes durante a época de reprodução, porque as crias exigem uma dieta de proteína relativamente alta.

Alimenta-se também de folhas folhas, frutos, pétalas e néctar. O canário de Moçambique são considerados pragas, devido aos grande números que se juntam em terrenos cultivados, mas também são essenciais para o controlo de insectos que as rodeiam.
Devido ao embargo da exportação, esta diminuiu substancialmente, uma vez que antes eram exportadas mais de 2 milhões de aves para todo o mundo, agora são raras e com preços bem mais elevados.



Longevidade média (cativeiro)

8 a 11 anos.

Os canários adultos (com idade superior a 6 meses) apresentam taxas de mortalidade anuais de cerca de 65%. Muitos pássaros vivem 2 a 3 anos,  embora um indivíduo selvagem vive pelo menos cerca de 8 anos. Aves cativas vivem frequentemente para além de 10 anos.



Dimensão da anilha fechada
2,5mm

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Botão em Curso Re: CANARIO DE MOÇAMBIQUE - SERINUS MOZAMBICUS

Mensagem por PAULO FERREIRA MACHADO em Ter 14 Jan 2014, 18:49

Boa tarde pessoal.
É fácil encontrar esta espécie no Brasil?
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