Cuidados com as aves

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Mensagem por UNIVERSO DOS CANÁRIOS em Qui 04 Jul 2013, 22:38

A procura por aves ornamentais como animais de estimação é muito grande. Isto ocorre por vários fatores: necessidade de pouco espaço físico, baixo custo, principalmente com alimentação, vacinas e cuidados básicos, facilidade para limpeza, não incômodo para os vizinhos, etc.. As aves são o grupo melhor pesquisados dos animais. Calcula-se que 99% das espécies recentes sejam conhecidas. Ao todo são 9500 espécies de aves em todo o mundo.

Destas, 1550 espécies vivem no Brasil, tanto em condição de vida livre como em cativeiro. São papagaios (*silvestres ou exóticos), periquitos australianos, calopsitas, araras, agapornes, canários, curiós, pombos, pássaros-pretos, pardais, sabiás, etc..

* São consideradas aves silvestres aquelas que pertencem à fauna nativa do país. As aves exóticas são aquelas importadas de outros países, ou seja, pertencem à fauna estrangeira.

Cada um desses animais tem comportamento, biologia, reprodução, alimentação e particularidades próprias. As aves são animais que necessitam de cuidados, principalmente quando criadas em cativeiro.

É muito importante a proteção contra o frio, ventos fortes, calor, alimentação balanceada e manejo adequado para cada espécie, suplementação vitamínica (quando necessário), atenção, carinho e respeito.

Alimentação:

Na alimentação encontramos talvez os maiores problemas, principalmente em relação aos papagaios, pois estes costumam aceitar tudo aquilo que lhes é oferecido, e por serem animais bastante humanizados (contato muito íntimo com o ser humano). É nessa ave que encontamos os maiores desbalanceamentos nutricionais. É um grande erro oferecer alimentos como doces, chocolates, pães, café, leite, etc., que, apesar de serem bastante palatáveis (saborosos) para os papagaios, são bastante maléficos também. Um papagaio chega a viver na natureza até 60 anos, no entanto, nos grandes centros urbanos, não é comum viverem mais do que 20 anos. Existem exceções, mas um dos grandes responsáveis pela baixa longevidade desses animais é a alimentação inadequada.

A alimentação inadequada não se refere apenas ao fato de fornecer alimentos inadequados para a espécie, seja ela um papagaio ou outra ave. Também são erros graves a quantidade de alimento fornecido, levando à obesidade, e excessos vitamínicos, principalmente para aqueles animais que tem como sua base alimentar rações balanceadas. A obesidade é um dos maiores transtornos alimentares que se observa em aves de cativeiro, atualmente.

Para cada espécie de ave existe uma alimentação adequada. Os papagaios alimentam-se basicamente de frutas, legumes e algumas semente. Os canários são granívoros (alimentam-se de sementes), os sabiás são onívoros, alimentando-se basicamente de caroços de palmeiras, frutas e formigas. Assim como os pardais, os pombos são granívoros e frugívoros (alimentam-se de frutas).

Frio e vento:

Nunca deixe sua ave exposta diretamente às mudanças climáticas. A exposição da ave ao sol, desde que corretamente (horário e tempo), todos os dias, é muito importante. O contato direto com mudanças climáticas predispõe o animal a quadros bastante comuns no dia-a-dia das clínicas de atendimento a aves, as doenças do trato aéreo (ex. pneumonia).

Medicação inadequada:

As aves são animais hiper sensíveis à maioria dos medicamentos alopáticos (medicina convencional). Nunca dê medicamentos sem antes consultar um médico veterinário que trabalhe com essa classe de animais. A medicação inadequada poderá levar seu animal à morte ou, no mínimo, a uma grande descompensação dos parâmentros fisiológicos normais, como frequência cardíaca, respiratória, etc.. Outras linhas terapêuticas já são aplicadas na clínica de aves ornamentais como a Homeopatia e os Florais de Bach, com o objetivo de tornar o tratamento medicamentoso o menos traumático possível para o organismo da ave.

Estresse:

As aves, principalmente no caso das cativas, sofrem de uma doença de caráter crônico, que pode ou não se manifestar de maneira perceptível, o estresse. É difícil de ser evitado, pois está ligado ao próprio aprisionamento do animal, e quando este é colocado em um ambiente bastante inadequado e diferente do ambiente em que a ave se encontrava. Não se sabe ao certo o que o estresse provoca exatamente no organismo da ave, mas acredita-se (em comparação com outras espécies) que além de aumentar níveis sanguíneos de alguns hormônios (corticóides), pode provocar alterações bruscas na pressão arterial e cardiopatias. A doença pode levar o animal à morte súbita, dependendo do nível de estresse que a ave que for submetida. A impressão que se tem é que a maioria das aves que vivem em condições de cativeiro, em grandes centros urbanos, está em seu limiar de estresse. Em alguns casos, basta apenas um pequeno estímulo e o animal desenvolve um quadro típico. Normalmente, isso é observado pelo número bastante significativo de casos de doenças psicossomáticas que chegam às clínicas veterinárias, como a auto-mutilação (a ave arranca as próprias penas ou se fere com bicadas).

Fonte:
Dr. Marcos Fernandes
médico veterinário (CRMV-SP 7287)
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