A mutação "topete"

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Botão em Curso A mutação "topete"

Mensagem por UNIVERSO DOS CANÁRIOS em Qui 04 Jul 2013, 21:05

A MUTAÇÃO “TOPETE”
A mutação que gera o “topete” nos canários é bastante difundida por todo o mundo, tendo surgido há longa data na Canaricultura. Informações desencontradas impedem determinar de fato o ano e o local onde surgiu a mutação, algo ocorrido entre os anos de 1709 a 1750, ao que tudo indica na Inglaterra. Fato é que, dentre os canários de porte, as raças de topete são as mais populares (por exemplo, a raça Gloster – provavelmente o canário de porte mais criado e difundido em todo o mundo). Atualmente, o fator “topete” está intimamente relacionado aos canários de porte, se fazendo presente ainda no segmento de canários de canto clássico (onde existe uma classe específica para julgamento de canários de canto clássico harzer roller com topete) e porque não dizer que o fator “topete” se faz presente também na canaricultura de cor, através da raça topete alemão.
O fator “topete” é uma decorrente de uma mutação gênica com caráter autossômica dominante. Isto significa que para uma ave apresente topete, precisa “receber” de seus pais apenas um gene que contenha a mutação topete, sendo que o outro pode ser um gene não mutado (normal). Deste modo, ao acasalarmos um canário que possua topete (heterozigoto para esta mutação – apenas um gene mutado no lócus que determina o fator “topete”, podendo o outro ser um gene normal) com outro sem topete, obteremos metade (50%) dos filhotes com topete e outra metade sem topete. Dois canários sem topete, quando acasalados, não geram descendentes que possuem topete. E como resultado do cruzamento entre duas aves de topete (heterozigotos), teoricamente, obteríamos um quarto (25%) dos filhotes sem topete, outra metade (50%) de filhotes com topete (heterozigoto – apenas um gene mutado para o fator topete e outro normal) e o um quarto restante (25%) resultaria em morte embrionária (homozigoto – com dois genes mutados para o fator topete), pois de acordo com diversos autores, estes filhotes seriam afetados por uma característica letal (relacionada à presença de dois genes mutantes para o fator topete). Existe grande discussão e questionamento com relação ao fator “topete” possuir características letais quando presente em homozigose, apesar desta informação estar amplamente difundida na literatura, principalmente em textos mais antigos. Particularmente não podemos afirmar que tal fator letal realmente exista, pois temos por experiência de alguns cruzamentos realizados entre duas aves de topete sem que ocorressem mortes embrionárias, resultando ainda em filhotes de boa qualidade.
As raças de canários de porte que possuem topete são: Padovano e Fiorino (grupo das raças frisadas); Crested, Gloster e Lancashire (raças de topete com origem bastante antiga na canaricultura – talvez as três raças que acabaram difundindo a mutação topete e contribuindo para a formação de todas as outras raças existentes que possuem topete); Topete Alemão (canário de cor com topete); Rheinlander e Arlequim Português (reconhecidas como raças recentemente pela Confederação Ornitológica Mundial - COM). Existem também tipos raciais (raças não reconhecidas pela COM) que possuem topete, como o Brasileirinho (canário selecionado em nosso país – menor canário do mundo), Staffordshire (tipo racial norte-americano, originário a partir de glosters e canários com fator vermelho), Columbus fancy, entre outros.
Encontramos em outras espécies de aves mutações análogas que geram o fator topete, como ocorre, por exemplo, em manons, mandarins, e até mesmo em periquitos australianos, apesar destas aves serem bastante raras em nosso país.
Autor: César G. C. Wenceslau
Data: 10/10/2010
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Botão em Curso Re: A mutação "topete"

Mensagem por PAULO FERREIRA MACHADO em Seg 04 Maio 2015, 19:55

Boa noite pessoal.

Retomando este tópico interessante.
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Botão em Curso A mutação "topete"

Mensagem por DAVI COUTINHO em Ter 05 Maio 2015, 00:52

Boa noite amigos do Universo dos Canários!

Foi ótimo retomar o presente assunto, pois ainda restam controvérsias em relação a matéria.
Nosso amigo César, como sempre, foi muito feliz em suas colocações, todavia quero acrescentar algumas observações: Quando afirmamos que o gene mutado condicionante do topete ou poupa, como dizem nossos irmãos portugueses, é dominante, estamos dizendo que os canários sem topete nunca serão portadores de topete, mesmo sendo filhos de pais com topete. 
Por isto se acasalarmos dois canários sem topete, filhos de pai ou mãe com topete não nascem filhotes com topete.

Se acasalarmos um canário com topete e uma canária sem topete, filha de pais com topete, a proporção de filhotes com topete não aumenta, fiz várias experiências neste sentido com o mesmo resultado.

A teoria é que este gene mutado só ocupa um dos cromossomos X do macho e o X da fêmea; se não fosse assim quando usássemos um macho topete XX (teríamos dois X transmitindo topete), então com uma fêmea sem topete a proporção de filhotes com topete aumentaria, teoricamente 50%, e de um casal com topete todos filhotes nasceriam com topete, mas isto não acontece.

O fato é que independente do sexo do parceiro com topete, se macho xx, ou fêmea xy, a proporção se mantem. Também de dois exemplares com topete nascem filhotes sem topete, indicando que um X, certamente do macho, não porta o gene condicionante do topete.
Parece também que o entrelaçamento cromossômico não é aleatório, mas segue uma ordem, sempre um cromossomo portador buscando um não portador, caso contrário, mesmo em acasalamentos entre exemplares com topete e sem topete teríamos canários homozigotos para o fator topete.
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Botão em Curso Re: A mutação "topete"

Mensagem por CRIADOURO GOUVEIA em Ter 05 Maio 2015, 19:53

DAVI CONCORDO CONTIGO A RESPEITO DA CONTROVÉRSIA DO FATOR TOPETE , QUE O FATOR É DOMINANTE CREIO QUE SEJA UNANIMIDADE , ISSO TAMBÉM CONFIRMA A AFIRMAÇÃO QUE DOIS EXEMPLARES CONSORT , MESMO ORIUNDO DE UMA PROLE VINDA DE UM CASAL DE TOPETE , NÃO TRANSMITE ESSA CARACTERÍSTICA . NESSE PONTO TODOS CONCORDAM .


AGORA , O ACASALAMENTO ENTRE DOIS EXEMPLARES DE TOPETE , GERARIA NA TEORIA 25% DE EXEMPLARES HOMOZIGOTOS PARA TOPETE O QUE SEGUNDO ESPECIALISTA DIZEM SER UMA COMBINAÇÃO LETAL E PORTANTO NÃO HAVERIAM UM CANÁRIO DENOMINADO "DUPLO TOPETE" .  EU PARTICULARMENTE DISCORDO DESSA LINHA DE PENSAMENTO , ACREDITO EM EXISTIR ESSA POSSIBILIDADE DE TERMOS UM TOPETE HOMOZIGOTO .

SEGUINDO A LINHA DE PENSAMENTO QUE O DUPLO FATOR PARA TOPETE NÃO É LETAL , DE UM ACASALAMENTO ENTRE DOIS EXEMPLARES DE TOPETE TERÍAMOS 25%DE HOMOZIGOTOS , 25% DE MACHOS COM TOPETE HETEROZIGOTO , 25% DE FEMEAS COM TOPETE E 25% DE FEMEAS SEM TOPETE . ENTÃO NO ACASALAMENTO ENTRE DOIS TOPETES NÃO TEREMOS 1OO% DE FILHOTES COM TOPETE , CONFORME O DAVI COMENTOU E COMO TENTO ILUSTRAR NA FÓRMULA A SEGUIR :

T = GEN DOMINANTE TOPETE
t = GEN RECESSIVO TOPETE
Y = GEN FÊMEA ONDE O FATOR TOPETE NÃO ESTÁ PRESENTE

Tt   X  Ty  =   TT + TY + tT + tY

VEMOS QUE NO ACASALAMENTO ENTRE DOIS TOPETES NÃO TEREMOS 100% DE FILHOTES COM TOPETE PORÉM SE PEGARMOS UM MACHO DESSE ACASALAMENTO QUE FOSSE REALMENTE HOMOZIGOTO  E ACASALARMOS COM UMA FEMEA SEM TOPETE ACREDITO QUE 100% DA PROLE TERIA TOPETE . PORÉM É UMA CRENÇA POIS DIFICILMENTE PODERIA COMPROVAR ESSA LINHA DE RACIOCÍNIO POIS COMO SABERIA QUE REALMENTE CRUZEI UM EXEMPLAR HOMOZIGOTO???

NA GENÉTICA TRABALHAMOS COM PROBABILIDADE E SE TRATANDO DE UM FATOR DOMINANTE  TUDO SE COMPLICA NA COMPROVAÇÃO DAS TEORIAS .....


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